Maurício Cajazeira
Em Sergipe, a atividade de extração mineral vem se destacando nos
últimos anos. Empresas privadas têm contribuído de maneira considerável
para o desenvolvimento do Estado através do direcionamento de
investimentos com geração de emprego e renda, que através das
necessidades operacionais de aplicação de modernas tecnologias e de
qualificação, vem motivando o crescimento econômico do Estado de
Sergipe.
O KCL (Cloreto de Potássio) é explorado através da unidade operacional
Taquari Vassouras, localizada no município de Rosário do Catete – SE que
é a única mina em operação na extração de Cloreto de Potássio em
funcionamento do país. Toda a produção de Cloreto de Potássio representa
apenas 10% do que é consumido no mercado interno, pois atualmente, o
Brasil importa 90% do KCL necessário para atender o crescente campo da
agricultura, e sua produtividade é atingida através dos avanços
tecnológicos desenvolvidos a partir desse fertilizante. Contudo, esse
percentual não supre a demanda necessária para produzir o fertilizante
composto (NPK) sendo: N(Nitrogênio), P(Fósforo) e K(Potássio).
O Brasil importa e depende da Rússia e do Canadá para suprir a demanda,
investindo em média R$: 5 bilhões na importação desses insumos.
Entretanto, Sergipe é o único Estado brasileiro que dispõe de reservas
de potássio de exploração viável e está em andamento a implantação do
maior polo de extração deste mineral, o chamado Projeto Carnalita - a
maior planta de extração de potássio do Brasil. A produção inicial
estimada é em torno de 1,2 milhões de toneladas anuais de Cloreto de
Potássio e a previsão em relação ao início das atividades é no ano de
2014. O polígono de Lavra do Projeto Carnalita Sergipe engloba os
municípios de Rosário do Catete, Capela, Japaratuba e Maruim.
A estimativa do aporte dos investimentos em Sergipe é algo em torno de
US$ 4 bilhões para viabilizar a exploração das reservas de Carnalita,
constituído de sal duplo de Magnésio e Potássio, para seu beneficiamento
e manutenção. Na extração, esse projeto prevê o uso de inovações
tecnológicas que nunca foram testadas em operação válida, sendo também
realizadas ações e estudos sobre o “Impacto Ambiental” nas regiões
mapeadas, observando também as questões ambientais.
A estimativa de produção para uma primeira etapa é de 1.200.000
toneladas anuais de beneficiamento de cloreto potássio, tendo como meta o
dobro desta produção, ou seja, 2.400.000 toneladas anuais, com previsão
de instalação de uma Usina, no povoado Terra Dura, com operação
estimada para o horizonte 40 anos.
O beneficiamento à infraestrutura sergipana se dará através de
investimentos entre as empresas envolvidas no projeto (Vale e
Petrobrás), gerando perspectivas futuras sobre a possível viabilização
da estruturação do anel ferroviário, ligando assim o porto de Sergipe à
linha férrea da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Essa importante linha
cruza além de Sergipe, os Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio
de Janeiro, Goiás, Bahia, São Paulo e o Distrito Federal, representará
assim, um ponto estratégico de modernização e de apoio logístico de
grande importância no Estado.
A oportunidade para Sergipe caracteriza-se como econômica e social, a
partir da expectativa de geração de cerca de 2 mil empregos diretos e
indiretos. A riqueza mineral existente no solo sergipano evidencia-se
como atrativa a novos investidores, inclusive internacionais, destacando
o estado de Sergipe como grande produtor desses insumos contribuindo
para a necessária redução da dependência brasileira ao produto importado. Assim, o Projeto Carnalita representa um novo momento para a
economia e para o desenvolvimento sustentável do estado de Sergipe.

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