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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Projeto Carnalita Sergipano

Maurício Cajazeira

 
Em Sergipe, a atividade de extração mineral vem se destacando nos últimos anos. Empresas privadas têm contribuído de maneira considerável para o desenvolvimento do Estado através do direcionamento de investimentos com geração de emprego e renda, que através das necessidades operacionais de aplicação de modernas tecnologias e de qualificação, vem motivando o crescimento econômico do Estado de Sergipe.
 
O KCL (Cloreto de Potássio) é explorado através da unidade operacional Taquari Vassouras, localizada no município de Rosário do Catete – SE que é a única mina em operação na extração de Cloreto de Potássio em funcionamento do país. Toda a produção de Cloreto de Potássio representa apenas 10% do que é consumido no mercado interno, pois atualmente, o Brasil importa 90% do KCL necessário para atender o crescente campo da agricultura, e sua produtividade é atingida através dos avanços tecnológicos desenvolvidos a partir desse fertilizante. Contudo, esse percentual não supre a demanda necessária para produzir o fertilizante composto (NPK) sendo: N(Nitrogênio), P(Fósforo) e K(Potássio).
O Brasil importa e depende da Rússia e do Canadá para suprir a demanda, investindo em média R$: 5 bilhões na importação desses insumos. Entretanto, Sergipe é o único Estado brasileiro que dispõe de reservas de potássio de exploração viável e está em andamento a implantação do maior polo de extração deste mineral, o chamado Projeto Carnalita - a maior planta de extração de potássio do Brasil. A produção inicial estimada é em torno de 1,2 milhões de toneladas anuais de Cloreto de Potássio e a previsão em relação ao início das atividades é no ano de 2014. O polígono de Lavra do Projeto Carnalita Sergipe engloba os municípios de Rosário do Catete, Capela, Japaratuba e Maruim.
 
 A estimativa do aporte dos investimentos em Sergipe é algo em torno de US$ 4 bilhões para viabilizar a exploração das reservas de Carnalita, constituído de sal duplo de Magnésio e Potássio, para seu beneficiamento e manutenção. Na extração, esse projeto prevê o uso de inovações tecnológicas que nunca foram testadas em operação válida, sendo também realizadas ações e estudos sobre o “Impacto Ambiental” nas regiões mapeadas, observando também as questões ambientais.
 
A estimativa de produção para uma primeira etapa é de 1.200.000 toneladas anuais de beneficiamento de cloreto potássio, tendo como meta o dobro desta produção, ou seja, 2.400.000 toneladas anuais, com previsão de instalação de uma Usina, no povoado Terra Dura, com operação estimada para o horizonte 40 anos.

O beneficiamento à infraestrutura sergipana se dará através de investimentos entre as empresas envolvidas no projeto (Vale e Petrobrás), gerando perspectivas futuras sobre a possível viabilização da estruturação do anel ferroviário, ligando assim o porto de Sergipe à linha férrea da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Essa importante linha cruza além de Sergipe, os Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás, Bahia, São Paulo e o Distrito Federal, representará assim, um ponto estratégico de modernização e de apoio logístico de grande importância no Estado.

 A oportunidade para Sergipe caracteriza-se como econômica e social, a partir da expectativa de geração de cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos. A riqueza mineral existente no solo sergipano evidencia-se como atrativa a novos investidores, inclusive internacionais, destacando o estado de Sergipe como grande produtor desses insumos contribuindo para a necessária redução da dependência brasileira ao produto importado. Assim, o Projeto Carnalita representa um novo momento para a economia e para o  desenvolvimento sustentável do estado de Sergipe.

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