Maurício Cajazeira
A grande interdependência entre os países aliada aos processos de
cooperação e integração regional caracterizam a globalização como um fenômeno
multifacetado que apresenta diversas dimensões (econômicas, polticas,
culturais, ambientais, etc.) interligadas.
A integração dos mercados nacionais através do comércio
internacional caracteriza a globalização comercial. O reflexo desta
globalização surge pela necessidade de expansão das fronteiras organizacionais
e é representado por um viés mais “moderno” dos modelos de competição, o que
traduz em uma necessária globalização tecnológica para fazer frente a esse novo
momento. Para atender e acompanhar a nova velocidade das relações entre os
principais agentes econômicos (famílias, empresas, governo e exterior), ocorre
também a integração das estruturas produtivas domésticas em uma estrutura produtiva
internacional (globalização produtiva) e isto acaba por transformar os mercados
financeiros nacionais em um grande mercado financeiro internacional
(globalização financeira).
Na moderna administração das organizações, sobreviver em mercados
competitivos exige dos administradores a sensibilidade para avaliar o
comportamento das múltiplas variáveis que compõem a realidade interna e externa
da organização e, ao mesmo tempo, estratégias e capacidade de antecipar estados
futuros do ambiente em que a empresa atua ou pretende atuar, ou seja, surge aí
a necessidade de uma eficiente gestão de riscos.
A chamada gestão de riscos passou a ser condição de sobrevivência
das empresas no mercado global e considerando a velocidade imposta pela
globalização, errar pode ser "fatal". Empresas em todo o mundo estão
ampliando a área de gestão de riscos que é responsável por identificar
problemas que possam prejudicar seus negócios. A gestão de riscos que antes era
utilizada apenas para situações eventuais e emergenciais, agora é utilizada a
todo instante, ou seja, deixou de ser eventualmente importante para ser
essencialmente estratégica. Assim, nas organizações a prevenção às ameaças e a
reação imediata quando a crise está instalada exige alguns instrumentos que já estão
sendo utilizados:
=> Estímulo à Inovação
- a rotina de trabalho em algumas empresas têm mudado para tentar antecipar
tendências;
=> Vigilância às Redes
Sociais - para evitar o marketing negativo, as empresas estão monitorando
de perto os comentários sobre elas nas redes sociais;
=> Novo Modelo de
Bonificação - para garantir efetividade no processo de gestão de riscos,
algumas empresas estão atrelando a remuneração dos seus principais executivos a
metas específicas ligadas à prevenção de riscos financeiros e operacionais.
O resultado de uma eficiente e eficaz gestão de riscos nas
organizações caracteriza-se por um viés mais eficiente nos resultados como, por
exemplo, obtendo uma maior margem de lucros e através da melhor projeção dos
seus investimentos, favorecendo os resultados e tornando a empresa mais
atraente aos olhos dos investidores. Assim, com a globalização, a gestão de
riscos vem corroborar com o conceito “ideal” de eficiência na visão do
investidor para análise de risco e retorno: quanto menor o risco, maior o
retorno.

A gestão de riscos é uma grande estratégia do mercado moderno, pois trabalha a necessidade de manter eficiência em seus negócios. A globalização vem crescendo, mostrando diariamente através dos noticiários a grande competitividade das empresas, com isso as empresas estão sempre inovando, investindo, cobrando mais de seus colaboradores. Ser inovador é saber competir no mercado moderno.
ResponderExcluirOs instrumentos que já estão sendo utilizados, por algumas empresas, quando bem aplicadas mostra um bom resultado, satisfazem seus colaboradores e do outro lado a expectativa de seus clientes, ou seja, tanto o ofertante como a demanda ficam satisfeitos com os resultados adquiridos com as mudanças aplicadas.E assim segue o crescimento do mundo moderno, cada um com sua forma de administrar, mas sem esquecer com quem estão e como estão competindo.
A gestão de riscos é uma ferramenta que atua positivamente para uma organização, mas é "parodoxalmente" negativa ao ser humano, porque não podemos usufruir do retorno de um todo, se nem ao menos conseguimos nos satisfazer da necessidade contemplada.
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