Maurício Cajazeira
O subsolo sergipano é rico em minerais importantes, sendo a carnalita valorizada por ser também um dos minerais de onde se extrai o potássio (matéria-prima principal na fabricação de fertilizantes). Durante meses, assistimos a toda polêmica em torno do projeto, referente ao valor adicionado do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e prestação de Serviço) sobre a divisão proporcional equivalente ao minério de cada município.
O subsolo sergipano é rico em minerais importantes, sendo a carnalita valorizada por ser também um dos minerais de onde se extrai o potássio (matéria-prima principal na fabricação de fertilizantes). Durante meses, assistimos a toda polêmica em torno do projeto, referente ao valor adicionado do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e prestação de Serviço) sobre a divisão proporcional equivalente ao minério de cada município.
Várias reuniões foram realizadas com
representantes da prefeitura de Capela e Japaratuba, representantes do meio
empresarial e Governo de Sergipe, aqui no estado e em Brasília com a
presidência da mineradora e a bancada sergipana no Congresso Nacional. Após
diversas discussões, firmou-se o desejado acordo garantindo a Capela 80% do
valor adicionado do ICMS e 20% ao município de Japaratuba.
A expectativa
é de ganhos consideráveis para o estado de Sergipe e para o Brasil, principalmente
considerando o aporte dos investimentos (estima-se US$ 4 bilhões) e o
crescimento na demanda por fertilizantes para a agricultura. O projeto, já na
primeira fase de implantação poderá gerar mais de 4 mil empregos, além de estimular
o desenvolvimento de diversos segmentos da economia local.
De acordo com
dados da FIES (Federação das Indústrias do Estado de Sergipe), o repasse da
indústria de fertilizantes aos produtores brasileiros em 2013 superou os 31
milhões de toneladas, representando aumento de 5% quando comparado a 2012,
sendo que, mesmo assim, cerca de 22 milhões de toneladas do mesmo produto foram
importados, impulsionados pelo crescimento da safra da soja (estimada em 90
milhões de toneladas), juntamente com a demanda dos plantadores de milho, café
e cana-de-açúcar.
Considerando
esse cenário positivo da agricultura brasileira e o potencial do projeto
carnalita, Sergipe poderá contribuir de maneira bastante significativa para
reduzir a dependência brasileira dos fertilizantes importados. Daqui pra
frente, no Brasil, o estado de Sergipe passa a ser considerado também como um
dos grandes fornecedores de matéria-prima para fertilizantes (como no Canadá e na
Rússia). Assim, podemos esperar para os próximos anos, como reflexos desse
projeto: I – redução da dependência brasileira de fertilizantes importados; II –
impacto positivo no nível de emprego e renda; e III – impacto positivo no
desenvolvimento local e regional.

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